Grávidas devem manter pré-natal mesmo durante a pandemia

O nascimento prematuro de bebês é a principal causa de mortes, entre crianças de até cinco anos. O dado é da Organização Mundial da Saúde, que define como prematuridade o nascimento antes de 37 semanas de gestação.

Os riscos para essa vinda ao mundo antes do tempo ideal para completar o desenvolvimento da criança, aumentam com a pandemia da covid-19. Isso porque muitas gestantes temem ser infectadas e acabam não frequentando as consultas de pré-natal, item importante para um nascimento saudável e no momento adequado.

Mas os cuidados com a covid são realmente importantes, porque a contaminação pode fazer com que as grávidas sofram complicações. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), em muitos casos, elas precisam de internações na UTI.

A pediatra e neonatologista da SBP, Lilian Sadeck, explica que covid não causa prematuridade, mas a complicação na saúde da mãe, devido à doença, pode causar um parto de emergência.

Por isso, a especialista destaca a importância de se prevenir contra a covid-19. Mas ela alerta que essa prevenção não pode afetar a rotina de acompanhamento da gravidez, e todas as consultas e exames de pré-natal devem ser feitos.

Como fez a servidora pública, Jany de Freitas, de 35 anos. Jany tem diabetes e enfrentou três partos prematuros. Na primeira gestação, a criança não resistiu à prematuridade, teve doença no coração e acabou morrendo. A terceira filha nasceu em meio à pandemia, com 35 semanas. Jany tomou todos os cuidados com o pré-natal.

Segundo a Fundadora e diretora executiva da OnG Prematuridade.com, Denise Suguitani, o Brasil registra, por ano, 340 mil nascimentos prematuros, o que nos coloca em 10º lugar, no mundo, na lista com mais bebês que nascem antes do tempo ideal. Prevenir a prematuridade é importante, segundo Denise Suguitani, porque gera consequências, além de sequelas à criança, em alguns casos.

A entidade não governamental Prematuridade.com atua há sete anos no Brasil com ações de apoio emocional, jurídico, pesquisas, políticas públicas, em mais de 20 estados brasileiros. A organização busca reduzir os impactos e a necessidade de nascimentos prematuros.

Gestar e parir durante a pandemia não é fácil. Os cuidados devem ser redobrados e o risco de contaminação devem ser minimizados, sem  faltar às consultas de pré-natal. A orientação para as gestantes é a mesma para toda a população: manter o distanciamento social, mãos sempre limpas e usar máscaras que realmente protegem do coronavírus. (Fonte: Radioagência Nacional)

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