Almofada de coração alivia dor física e emocional de quem retirou a mama

O câncer de mama responde a estimativa de novos casos: 66.280 (2021 – INCA), com um número de mortes: 18.295, sendo 18.068 mulheres e 227 homens (2019 – Atlas de Mortalidade por Câncer – SIM). Causada pela multiplicação desordenada de células da mama, gerando anomalias, a doença afeta a mulher em níveis físicos e emocionais.

O diagnóstico traz consigo incertezas e medos, já que o tratamento provoca efeitos colaterais como o ganho ou perda de peso, queda dos cabelos, problemas na pele, enfraquecimento das unhas, ressecamento da boca, entre outros. Essas mudanças na aparência abalam a autoestima da paciente, causando graves quadros emocionais, como a depressão. Pensando, nisso, o Hospital Bom Samaritano abre as portas aos colaboradores e comunidade externa para uma roda de conversa sobre a doença. O encontro aconteceu na quinta-feira, 14/10, no jardim do Hospital.

Esta foi a oportunidade para saber mais e tirar dúvidas sobre o câncer de mama. De acordo com a assistente social da clínica NEO, Lívia de Oliveira, o encontro aborda pontos delicados como o empoderamento feminino e a valorização da mulher no contexto do adoecer. Também deu dicas sobre o uso da almofada do coração, entregue as pacientes.

Almofadas do Coração

A atividade também reuniu um relato de experiência de Mariana Lacerda, paciente da cidade de Almenara, diagnosticada com câncer de mama e esteve em tratamento há mais de 3 anos. Ela criou o projeto “Amigos de Coração da Mari” com a confecção de almofadas em formato de coração, em favor das pacientes com câncer de mama. O objetivo ainda que pareçam simples, ajudam no alívio da dor, na redução do inchaço e diminuição da tensão nos ombros. Além disso, pode ser utilizada debaixo do cinto de segurança do carro para proteger contra eventuais golpes.

“A almofada de coração tem um significado muito importante, porque, além de trazer o conforto para o paciente, traz um acolhimento emocional. O câncer de mama não traz só uma dor física, mas também uma dor emocional. É um ato generoso, de amor, ver que foi feito com toda a delicadeza, com todo o cuidado”, destaca ela.

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