Polícia Civil realiza operação que apura o “Golpe da Capemi”

A operação denominada Imitatore com o objetivo de reprimir crimes praticados por indivíduos que se passavam por servidores públicos para aplicar o chamado “golpe da CAPEMI” (Caixa de Pecúlios, Pensões e Montepios Beneficente)

A Polícia Civil do Estado de Minas Gerais, por meio da Delegacia Adjunta de Tóxicos e Entorpecentes e Crimes Cibernéticos, em cooperação com a DECCOR/PC/AL (Divisão de Combate à Corrupção) e Delegacia de Repressão a Crimes Eletrônicos (PC/ES) deflagrou nessa data, 10/11, a operação denominada Imitatore com o objetivo de reprimir crimes praticados por indivíduos que se passavam por servidores públicos para aplicar o chamado “golpe da CAPEMI” (Caixa de Pecúlios, Pensões e Montepios Beneficente).

Foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão domiciliar nas cidades de Vila Velha/ES, Serra/ES e em Teófilo Otoni/MG, localizando e apreendendo aparelhos celulares, computadores, veículos e documentos.

As cautelares expedidas pela 17ª Vara Criminal de Maceió/AL, também abrange o sequestro de bens móveis e imóveis.
Os principais envolvidos na organização criminosa, em pouco mais de um ano e meio, movimentaram mais de R$ 10 milhões de reais.

Os crimes:

Segundo se apurou, os investigados obtinham fraudulentamente os dados de idosos das Forças Armadas e se passavam por funcionários de associações de pecúlio para subtrair dinheiro das vítimas. Os idosos eram ludibriados a acreditar que possuíam valores a receber da extinta CAPEMI, e pagavam aos envolvidos no esquema quantia a título de honorários ou taxa.
Após o primeiro pagamento, outros envolvidos faziam novos contatos para fazer o que o grupo chama de “repique”, ou seja, dificultar ainda mais para obter novas quantias em dinheiro. Somente de duas vítimas do Estado de Alagoas, os investigados lucraram mais de R$ 1.300.000,00.
Não obstante à prática de estelionato contra os idosos, o grupo chegava a prática de extorsão em alguns casos.

A operação Imitatore:

No Estado do Espírito Santo, a operação foi coordenada pelo delegado Brenno Andrade, titular da DRCE/ES. Já em AL, por José Carlos Santos e Lucimerio Campos. Em Minas Gerais, as diligências ficaram sob responsabilidade da delegada Mariana Ceolin.

O alvo da cidade de Teófilo Otoni se encontrava no ES, motivo pelo qual somente o mandado de busca foi cumprido. A PCES localizou o alvo mineiro naquele estado, que foi preso e encaminhado à Unidade Policial.

Dr. José Carlos disse “que a operação foi exitosa, pois retira das ruas um grupo impiedoso com idosos das forças armadas, além de causar impacto significante nos líderes da Orcrim. Os presos e outros investigados responderão por 29 crimes de estelionato contra idosos, extorsão, lavagem de dinheiro e constituição de organização criminosa.

O delegado Lucimerio reforçou a importância da operação integrada entre as polícias judiciárias dos três estados, além de apoio, durante as investigações, dos núcleos de inteligência da DEIC e GPJ1. (Divulgação: PCMG)

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